Anjo sem asas, rei sem coroa
A saudade rasteja num pensamento que voa
Palpita o coração por um beijo
Padece a razão num desejo
Talvez um dia...
Talvez todos
Oh! virgens do sol !
Desçam a velha montanha sob a lua ecumênica
Que venha abaixo o caos em forma de pirueta
Magma ardente:
Sangue de Gaia
Não fizeram bem nem mal as coisas esquecidas
Mas há aquilo que não se pode esquecer
Tampouco prever
Logo o ciclope beijará o solo
E serás minha
Rainha
Penitência divina
Então subiremos ao altar do sotão
Pediremos misericórdia e proteção
Cigarros e compaixão
Quem sabe um cálice de vinho tinto
Jamais a razão afogará o instinto
A mais bela estrela jaz em luz e lágrima
Paira como nuvem ao dia
E quando não for mais luz
Nem beijo
Vagalume solitário no celeiro o é.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
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