segunda-feira, 26 de abril de 2010

06/04/2010

Anjo sem asas, rei sem coroa


A saudade rasteja num pensamento que voa

Palpita o coração por um beijo

Padece a razão num desejo

Talvez um dia...

Talvez todos

Oh! virgens do sol !

Desçam a velha montanha sob a lua ecumênica

Que venha abaixo o caos em forma de pirueta

Magma ardente:

Sangue de Gaia

Não fizeram bem nem mal as coisas esquecidas

Mas há aquilo que não se pode esquecer

Tampouco prever

Logo o ciclope beijará o solo

E serás minha

Rainha

Penitência divina

Então subiremos ao altar do sotão

Pediremos misericórdia e proteção

Cigarros e compaixão

Quem sabe um cálice de vinho tinto

Jamais a razão afogará o instinto

A mais bela estrela jaz em luz e lágrima

Paira como nuvem ao dia

E quando não for mais luz

Nem beijo

Vagalume solitário no celeiro o é.

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